Gosto de te ver Gael García Bernal  Inserido Wednesday 17 October 2007 15:01

David La Chapelle fotografou o actor Gael García Bernal.O brilho natural do actor foi redimensionado pelo olhar do fotógrafo.A consequência é a revelação do rasto mais discreto e bonito da galáxia.

Miguel Graça

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É destas pessoas que eu gosto  Inserido Monday 15 October 2007 14:56

To create something truly beautiful is a rare gift. Those who are able to pick up an instrument, a paint brush or a pen and with that send a shiver down the spine of anybody who sees or hears it are truly blessed. Many of our Gay Greats are such creative people, able to pluck images and meaning out of thin air and leave a legacy all over the world. But Rudolf Nureyev was unlike all of our other Gay Greats in one simple way. He didn’t need a blank canvas, a piano or a single spot of ink to create something beautiful. All he needed was his own body.

Wikipedia com fynetimes.com
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Para quem quiser ouvir os Yardbirds no filme de 1966 Blow up  Inserido Thursday 11 October 2007 22:01

Para quem tiver curiosidade de ver os Yardbirds no filme Blow up aí fica.

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Este homem é um charme  Inserido Wednesday 10 October 2007 02:46

A ideia toda da pop art agrada-me. De algum modo fez com que as pessoas não se sentissem excluídas da arte. Tudo o que é aborrecido e faz chorar adquiriu texturas e cores e por momentos, enquanto as admiramos, ficamos com a noção de que naquele instante tivemos a admirar algo de realmente belo. A essa ilusão admitiu-se chamar arte, ou melhor pop arte. E eu acho isso admirável.Como diz o Caetano Veloso "Nine out of ten movie stars make me cry". 
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A Marguerite Yourcenar na boca de um estafermo  Inserido Monday 08 October 2007 17:52

Saí pela rua com o telemóvel na mão à procura do cenário perfeito para a sequela de Blow-up, o filme de Michelangelo Antonioni. Não era fácil encontrar a relva bem cortadinha com aquela vegetação fashion. Por fim, dei por mim no jardim misterioso nas traseiras do El Corte Inglês.Encontrei a Vanessa Redgrave deitada de costas a ler a Vogue inglesa. Algo a perturba? Inquiri. Os saldos, disse-me desapertando o lenço do pescoço. Não quero desiludi-la, mas já saiu o número de Outono-Inverno, da Vogue Homme. Oh, o David anda sempre atrasado, o vício dele é andar com um grupo de pessoas festivas em cima de camionetas que fazem curtos percursos de 360 graus com paisagens que fazem lembrar o estado nacional sem o Estádio, a cantarem canções dos Yardbyrds. É ele gosta de sapatos da Clarks. Nota-se muito não é? Perguntou-me desconfortada puxando a mini-saia para baixo. Um dia vou ver o David com uns ténis bota da Nike. É ele merece, afirmei. Olhe…Disse, hesitando um pouco. Pode dizer-me à vontade eu ainda uso meias com ligas, revelou enquanto colocava no rosto o conteúdo da amostra de um poderoso anti-rugas. Como é que foi nessa de se chamar Vanessa? Fui almoçar ao espanhol com o David, pediu-me a mão e fotografou-a. E agora o que é que vai fazer? Vou pôr mais laca, respondeu-me ajeitando o cabelo. A Jane Birkin precisa…, comecei a dizer…Não, não precisa!Interrompeu-me de imediato, ela tem um cabelo que não necessita de laca. Não, não, é isso ela ficou presa no elevador no andar das camas. Estava vestida? Perguntou-me. Sim, mas tinha à volta  do corpo um cortinado. Nós combinámos que aparecíamos nos filmes, assim, sem falar muito mas sempre elegantes, acrescentou. Bom, vou falar com ela, para ver se se despacha a tempo para irmos jantar ao grego. Adeus!!Adeus…   

David Hemmings escrevia a sua crónica para uma revista de moda em cima de uma árvore a 5 metros dali.

Gosta da escrita da Marguerite Yourcenar? Perguntei. Sabe eu cito nas minhas crónicas a Marguerite Yourcenar porque me faz sentir tudo aquilo com o qual eu não tenho nada a ver, sabe, faz-me sentir uma pessoa diferente…É, uma pessoa com ideias feitas, assim preconceituoso, um ser desprezível como você, ganha muito em juntar tudo isso a uma revista de coisas giras, disse-lhe eu. Oh, a Jane Birkin atirou-se para dentro do lago onde estão os animais…acho que também vou mergulhar e desaparecer, adeus…A poucos metros dali acabaria por encontrar o cenário ideal para o meu filme numa verdejante chávena de chá.
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